Precificação de trabalhos de crochê – Como fazer?

Conversando com pessoas que trabalham com crochê, uma das maiores dificuldades, se não a maior, está justamente em como colocar preço no seu trabalho. Mesmo tendo muito material falando a respeito de precificação, as dúvidas persistem, então eu resolvi escrever este texto, que não pretende ser definitivo, mas sim fazer uma discussão com base nas dúvidas que eu mais escuto nos grupos que eu converso.

Bom, para isso vou falar dos métodos que eu vejo as pessoas usando e vou tecer minhas impressões a respeito dos mesmos. Vai ser bastante conteúdo, mas eu prometo que vai valer a pena, leiam com calma e até o final, se precisarem, leiam de novo!

Para iniciar é legal termos uma base comum, então usarei ao longo do texto dois exemplos de produtos nossos e seus respectivos valores

Tapete em Fio de Malha – 95cm diametro
Valor de Venda: R$ 135,00*
Ursinho – 8cm ou 17cm de altura
Valor de Venda: R$ 65,00*

* Valores praticados na loja Casa da Coruja (by Casal Crochê) em 2017

Percebam que o valo do ursinho NÃO MUDA conforme seu tamanho, o motivo para isso vai ficar mais claro ao longo do texto

Dito isso, vamos aos métodos mais utilizados para precificar produtos de crochê, começando por aqueles que eu NÃO recomendo (vou explicar o porquê mais adiante, calma…)

PARTE 1. MÉTODOS NÃO RECOMENDADOS PARA PRECIFICAR TRABALHIOS DE CROCHÊ:


1.1 – Valor Fixo de mão de obra + Material

Aqui eu já vi nuances interessantes, mas em geral o método consiste em fazer uma tabela definindo valores para cada categoria de peça. Essa tabela pode ser ‘peça difícil, média e fácil’, ou ainda por tamanho (p.ex; um valor até 30,0cm + x reais a cada 3,0cm).

Vamos considerar esse último exemplo e supor a seguinte tabela:

Peças até 30cm R$ 60,00
Cada 3cm adicionais + R$3,00

 

Valor do Tapete segundo esse método

 

Até 30cm = R$ 60,00
Incrementos acima de 30 = (95 – 30)/3 = 21

Preço total = 60 + (21 X 6) = R$ 186,00

Valor do Ursinho segundo esse método

Grande
Medindo 17 cm fica na casa dos 30cm
Preço Final = R$ 60,00

Pequeno
Medindo 8 cm fica na casa dos 30cm
Preço Final = R$ 60,00

Olhando assim parece ok né? O tapete até poderia ser vendido por um preço mais alto calculando desse modo e o valor do ursinho ficou bem semelhante… Acontece que definir o que é fácil, médio e difícil pode se tornar bem complicado e até mesmo arbitrário, fazendo com que o artesão (ou artesã) cobre preços diferentes por peças relativamente semelhantes, elevando ou diminuindo de forma artificial o preço cobrado o que pode ser muito ruim quando os clientes passam a comparar. No caso de fixar o valor por tamanho, eu vou me opor fortemente, às vezes é muito mais trabalhoso confeccionar peças pequenas e cheias de detalhes e da mesma forma que o preço quase ‘empatou’ no caso do ursinho ele poderia ter sido bem defasado, ou sobrevalorizado, dependendo da peça. Colocar preço por tamanho, na verdade, desvaloriza bastante o trabalho artesanal.

Mas o que faz com que esse modo não seja o ideal para precificar suas peças é que na verdade ele não chega a ser um método de precificação, é uma forma de determinar um preço para sua peça, mas no final das contas você não sabe, de verdade, o quanto seu trabalho está sendo remunerado, pois suas peças estão recebendo um preço arbitrário.

1.2 – Valor do material gasto X 3 (ou 4 ou 5)

Acho que esse é auto-explicativo né? Mas para quem não conhece, consiste em somar todos os custos dos materiais utilizados para fazer uma peça e multiplicar, geralmente por 3. Existe até uma suposta explicação de que uma parte seria o custo de material, outra a mão de obra e a terceira o lucro…

Vejamos então quanto ficaria o preço final dos nossos produtos calculados dessa forma:

Valor do Tapete segundo esse método

Material Gasto :
2,5 kg de fio de malha(R$14,00/kg)=R$35,00

Preço final = 35 X 3 = R$ 105,00

Valor do Ursinho segundo esse método

Grande
Material Gasto:
55g* Fio Barroco 6 (R$ 13,90/200g)
2 olhos com trava (R$ 0,50 o par)
50g* enchimento (R$ 19,00/kg)
total material gasto = 3,82 + 0,50 + 0,95 = 5,27

Preço Final = 5,27 X 3 = R$ 15,81

Pequeno
Material Gasto:
30g* Fio Bella (R$ 12,50/150g)
2 olhos com trava (R$ 0,30 o par)
20g* enchimento (R$ 19,00/kg)
total de material = 2,5 + 0,30 + 0,38 = R$ 3,18

Preço Final = 3,18 X 3 = R$ 9,54

Gente, aqui eu vou me permitir ser um pouco duro. Se você usa essa forma de precificar seu trabalho, entenda eu não quero criticar você, mas o método. Quando você calcula o preço do seu trabalho, usando exclusivamente o valor do material gasto, você está dizendo, mesmo que não seja a sua intenção, que, o material é a parte mais importante. E não é! Eu poderia tecer várias e duras criticas a essa forma de precificação, mas prefiro ir por outro viés. Então eu pergunto.

Se você pegar o material gasto e entregar para alguém que não saiba crochetar. Essa pessoa vai conseguir fazer a peça? Se você entregar esse material para uma pessoa que aprendeu a crochetar a pouco tempo, ela vai conseguir executar com a mesma qualidade que você? Se as duas respostas são “não”, então, a parte mais importante do trabalho é VOCÊ. Então deixa o custo do material compor o preço da peça, apenas com um custo, e não como um valor determinante, combinado? De outra forma, você está abrindo margem para a fatídica pergunta que muitos clientes fazem “Se eu te der o material, você faz desconto?” (Eu nunca faço)

Antes de seguir discutindo métodos, eu vou chamar a atenção para isso:

O principal componente do preço de um produto artesanal é a sua mão de obra!

 

Você precisa saber quanto tempo leva pra fazer a peça, porque no final, o maior ativo que você tem pra oferecer, é o seu tempo.

 

Sim eu sei, a grande dúvida que eu vejo por aí é COMO? E a resposta é (quase) simples. Cronometrando. Da pra usar o cronômetro do celular, pausar a contagem sempre que parar de trabalhar e retomar a contagem quando começar outra vez. Também dá pra anotar num caderninho a hora que começou, quando parou e quando retomou o trabalho e depois somar todo o tempo efetivamente trabalhado. Já vi até o pessoal falando sobre aplicativo específico para fazer essas anotações. Enfim, existem várias formas  evocê vai encontrar uma que melhor se adeque à  sua realidade. O que não dá é para não ter noção do tempo que você leva para fazer uma peça, ou não vai ter jeito de calcular o preço!

Bem, agora que temos o tempo calculado, vamos ver outras formas de precificar, que na nossa opinião (minha e da Gabi) são mais justas.

 

  1. MÉTODOS RECOMENDADOS PARA PRECIFICAR TRABALHOS DE CROCHÊ:

2.1 – Valor fixo por ponto na receita +  Material

Sim eu já vi gente fazendo isso, eu nunca fiz, mas me pareceu justo e bastante razoável– ao menos para amigurumis – só não sei se funcionaria tão bem para crochê plano, mas é uma idéia, que tem lá suas limitações…

O método consiste em cronometar o tempo que você leva para fazer uma certa quantidade de pontos ou carreiras, levando em consideração as dificuldades específicas (trocas de cor, por exemplo) e estipular um preço por ponto para calcular o valor final da peça. Depois dessa conta feita você soma o valor de material gasto para a confecção do trabalho.

Vamos ver quanto ficariam nossas peças com o preço calculado por esse método?

Valor do Tapete segundo esse método

Material Gasto :
2,5 kg de fio de malha. (R$ 14,00/kg)
total material gasto = R$ 35,00

Preço por ponto = R$ 0,05

aqui eu fico devendo pq foi feito em Ponto Alto e sem contagem

Valor do Ursinho segundo esse método

Grande
Material Gasto:
55g* Fio Barroco 6 (R$ 13,90/200g)
2 olhos com trava (R$ 0,50 o par)
50g* enchimento (R$ 19,00/kg)
total material gasto = 3,82 + 0,50 + 0,95 = 5,27

Preço por ponto = 0,05
Total de pontos na receita 1164 pb
Preço Final = (1164 X 0,05) + 5,27 = R$ 63,47

Pequeno
Material Gasto:
30g* Fio Bella (R$ 12,50/150g)
2 olhos com trava (R$ 0,30 o par)
20g* enchimento (R$ 19,00/kg)
total de material = 2,5 + 0,30 + 0,38 = R$ 3,18

Preço por ponto = 0,05
Total de pontos na receita 1164 pb

Preço Final = (1164 X 0,05) + 3,18 = R$ 61,38

Como podemos ver o valor para os ursinhos foi bastante semelhante ao que cobramos, mas o método já mostrou, neste exemplo, sua maior dificuldade. O tapete em fio de malha, por ser feito com um tipo de fio que não tem um padrão e regularidade, não tem uma quantidade fixa de pontos, tornando difícil calcular o valor final por esse método.

Outra limitação que vejo é que ficamos impedidos de mensurar coisas como costura, bordado, acabamentos, aplicações… Ainda assim acho que já há nesse modo de cálculo uma tentativa de mensurar o tempo gasto na peça e de levar em conta a mão de obra, mas ainda não acho que esse seja o método ideal.

4 – Horas trabalhadas + Material Sim, essa é a forma mais linda e cheirosa na minha humilde opinião. Você estipula um valor para sua hora com base no quanto você quer ganhar como salário e a utiliza como base para o cálculo de valor de suas peças.

Eu vou usar aqui um valor hipotético com base em dois salários mí­nimos e uma carga horária semanal de 30h (cerca de 6 horas por dia, de segunda à sexta). É pouco? é muito? Não sei, é hipotético! Não estou dizendo que esse deve ser o valor da sua hora, nem que seja o valor da minha, é um exemplo!

O valor da sua hora não é estático!

Conforme você for ficando mais experiente, investindo mais em conhecimento na área, ficando mais ágil esse valor deve aumentar.

Como ficariam os valores dos nossos produtos por esse cálculo, com este valor de hora?

Valor do Tapete segundo esse método

Material Gasto :
2,5 kg de fio de malha. (R$ 14,00/kg)
total material gasto = R$ 35,00

Tempo gasto na Execução da receita = 4h

Preço Final = (4 x 13,05) + 35 = R$ 87,20

Valor do Ursinho segundo esse método

Grande
Material Gasto:
55g* Fio Barroco 6 (R$ 13,90/200g)
2 olhos com trava (R$ 0,50 o par)
50g* enchimento (R$ 19,00/kg)
total material gasto = 3,82 + 0,50 + 0,95 = 5,27

Tempo gasto na Execução da receita = 2h

Preço Final = (2 x 13,05) + 5,27 = R$ 31,27

Pequeno
Material Gasto:
30g* Fio Bella (R$ 12,50/150g)
2 olhos com trava (R$ 0,30 o par)
20g* enchimento (R$ 19,00/kg)
total de material = 2,5 + 0,30 + 0,38 = R$ 3,18

Tempo gasto na Execução da receita = 2h

Preço Final = (2 x 13,05) + 3,18 = R$ 29,28

Ué??? Mas os valores foram bem menores para esse cálculo, o que aconteceu?

Duas coisas, a primeira é que este valor de hora, conforme coloquei ali em cima, é hipotético, ou seja não representa o valor da hora que eu e a Gabi cobramos.

Mas o mais importante é que nesse cálculo aí em cima estão faltando alguns componentes fundamentais para a composição do preço final.

A verdade é que a precificação não para por aí­!!!

Todos os métodos citados até aqui falam de como remunerar o seu trabalho como artesão, como se você estivesse trabalhando para uma empresa que arcasse com todos os custos – água, luz, aluguel do espaço, aquisição e desenvolvimento de receitas, internet meios de divulgação, embalagem, transporte – ou seja, todos os custos que não são especificamente matéria prima, mas que tem que ser considerados na hora de definir o preço da sua peça.

Acontece que, no nosso caso, quem arca com todos esses custos somos nós mesmos, por isso é muito comum esquecermos de mensurar seu impacto no nosso trabalho e de considera-los na composição do preço final dos nossos produtos. E o que acontece é que acabamos não tendo a real noção do quanto ganhamos, estamos sempre no sufoco e acabamos pagando pra trabalhar.

Por isso temos que pensar no nosso trabalho em duas partes diferentes, uma somos nós enquanto artesãos e outra é o nosso empreendimento de artesanato – e isso vale mesmo que você não tenha uma marca, um MEI, uma loja virtual ou qualquer coisa que o valha. Pois temos que remunerar o nosso trabalho como artesãos e esses custos listados aí em cima devem ser de responsabilidade do nosso empreendimento.

Eu sei que está difícil, mas ninguém disse que ia ser fácil né? Esse pensamento, de encarar nosso artesanato como um empreendimento é o que diferencia aquela artesã de sucesso da que vai estar sempre fazendo como complemento e negociando preço com cliente mal acostumado, né?

  • A forma melhor de  de mensurar isso, é fazer uma planilha de custos e considerar tudo que você usa pra trabalhar. Para isso é preciso ver quanto se gasta no mês, dividir por hora e definir o valor que a “empresa crocheteira” gastou.

Vamos usar a luz como exemplo:

Ex: R$ 200,00 de Luz no Mês
24h X 30 dias = 720h no mes
R$ 200,00 / 720h = R$ 0,27/h de luz

Outros custos que você pode mensurar por hora:

  • Água
  • Internet
  • Aluguel do espaço

Mesmo que você esteja fazendo crochê na sua sala, é preciso considerar esses custos, de outra forma, você vai estar pagando do seu bolso (salário) pelo aluguel para elaborar lindas peças de crochê para outras pessoas.

Gastos específicos com o empreendimento de artesanato:

  • Gastos com divulgação da marca
  • Gastos com logí­stica
  • Gastos com plataformas de vendas, taxas de cartões etc.

 

Tem um ví­deo bem bacana da Nat Petry que fala sobre como considerar esses custos e fala do “numero mágico” que é um coeficiente que multiplicando pelo valor de produção da peça (aquele que nós tratamos nesse artigo) vai dar o valor justo com a margem de lucro necessária para a empresa funcionar.

 

Margem de lucro??? Mas que margem de lucro é essa????

Sim, me perguntam muito isso quando eu falo a respeito de preço.

A margem de lucro é aqule valor que você poderá reinvestir no seu empreendimento de artesanato. É o que vai fazer com que ele se desenvolva e se torne autossustentável.

Se eu cobrar só os custos e um salário pra trabalhar, como eu vou criar uma receita nova? Com que dinheiro eu vou comprar insumo pra desenvolver um produto diferente? Se eu não tiver lucro, eu vou ter que sempre fazer as mesmas coisas e logo eu não vou mais ter clientes para comprar os mesmos produtos. Nenhum cliente vai pagar o tempo que eu invisto em criação e desenvolvimento. Não diretamente. Por isso, a empresa precisa ter lucro. Porque é a empresa que paga o meu tempo criando coisas novas. E paga com o lucro.

É esse dinheiro que vai servir para que eu possa desenvolver novas peças, comprar aquela receita linda, fazer aquele workshop que vai ensinar técnicas diferenciadas. E no final das contas é esse investimento que vai fazer com que eu possa cobrar melhor pelo meu trabalho e vai me fazer crescer como artesão, entendem?

Essa margem é pessoal e deve ser definida por você

Resumindo tudo:

Vimos que é possível precificar de 2 formas:

Com base na  matéria prima:

Seja estipulando um valor fixo de mão de obra ou multiplicando o valor do material (x3, 4 5…) esses métodos ignoram o seu estudo e ganho de experiência. Afinal quem define o valor do material não é você.

Com base no seu trabalho:

Pra isso temos que mensurar o tempo que investimos nas peças e cobrar por esse tempo.

 

Também vimos que não é somente o nosso trabalho e o material que compõe o valor final de um produto, a esses também devemos somar:

Custos de produção: que são todos os custos que dizem respeito às condições que precisamos para executar e vender nossos produtos.

Lucro: Valor que reinvestiremos no nosso empreendimento, para estudo, receitas e novos materiais.

É bastante coisa né? Parece impossível… Mas não é e pensar em tudo isso fará uma enorme diferença na sua forma de encarar o crochê como uma profissão, mais que apenas uma fonte de renda.

Nem sempre valorizar o artesanato e precificar de forma correta vai implicar em cobrar mais, como vimos nos exemplos acima, mas sim de saber o que está compondo aquele valor, que custos ele está cobrindo, para sabermos o quanto estamos ganhando DE VERDADE.

­­­_______

Sei que esse texto está quase um livro, mas vou me permitir falar ainda sobre algumas dúvidas que vejo sempre rolando quando o assunto é precificação e valor da peça por hora trabalhada:

A primeira delas é que esse método seria injusto porque uma pessoa que está começando leva mais tempo pra concluir uma peça que uma artesã experiente, deixando assim a peça da novata mais cara.

Veja bem, eu trabalhei muito tempo com programação (desenvolvimento de sistemas web). No início, eu levava dias pra desenvolver pequenos trechos de códigos, enquanto um programador sênior (muito mais experiente) desenvolvia o mesmo trecho em algumas horas. Se as nossas horas tivessem o mesmo valor, eu teria um custo incrivelmente maior para empresa. Porem, a minha hora custava muito menos para empresa e a medida que eu fui me especializando, a minha hora foi valendo mais. Mas pra empresa eu acabava tendo quase o mesmo custo porque, apesar de ganhar mais, eu também escrevia mais códigos em menos tempo.

Voltando pro artesanato. A hora que eu cobro hoje pelo meu trabalho, não é a mesma que a Gabriela (minha esposa), no entanto, as peças que produzimos acabam com valor muito próximo porque ela é mais habilidosa e ágil (e cobra mais por isso). Aquele mesmo ursinho do iní­cio do post, ela faz em pouco mais de uma hora e meia, já eu levo quase 3 horas pra concluir, mas no final quando calculamos o preço o ursinho tem uma variação pequena. A principal diferença aqui, é que ela pode produzir mais ursinhos que eu no mesmo tempo (e ganhar mais com isso).

Por isso quando no trecho que falamos sobre o valor da hora destacamos que esse valor não é estático, ele pode e deve mudar conforme você for ficando mais hábil.

A segunda pergunta comum é e quando eu nunca fiz aquela peça que estão me encomendando?
Eu sei que muitas vezes, um cliente vê um imagem de algo lindo e entra em contato pedindo aquilo. Nesses casos, eu tenho duas sugestões.

1º Usar uma peça que você já fez como base e explicar para o cliente que o valor final pode sofrer alteração por conta do tempo de desenvolvimento (afinal ele está pedindo algo diferente do seu repertório).
2º Ver a receita da peça e ver quantos pontos e quantas carreiras ela tem, e calcular o tempo que você vai levar para executar. Para isso, você vai ter que conhecer o tempo médio que você leva executando carreiras de x pontos. É possí­vel, eu já fiz uma tabela com os meus tempos e tinha uma precisão bem razoável. Funciona bem com amigurumi.

 

Enfim, o texto ficou grande. Eu espero ter tirado algumas dúvidas, criado algumas outras e contribuído para que muit@s crocheteir@s possam cobrar o preço justo pelo seu trabalho.

Como prêmio para quem ficou aqui até o final, deixo um infográfico que a Gabi fez para resumir tudo o que escrevi até aqui.

infografico precificação

Dúvidas, dicas, criticas e até elogios são muito bem vindos, não se acanhem e usem a caixa de comentários a vontade. Vamos aprimorar essa discussão. E se você acha que esse material pode ser útil para mais gente compartilhem esse texto com seus amigos e nos seus grupos

Beijinho na alma e bom crochê a tod@s

 

Ps.: Pra quem quiser ver mais conteúdo sobre o tema, fizemos uma live no dia 16/02 que está no nosso canal do youtube. Assistam e se gostarem se inscrevam no nosso canal!

 

 

 

 

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